Ilha do Medo

O último trabalho do Scorsese até então, Os Infiltrados, é um belo exemplo de filme que quase todo mundo adora e eu detesto. Eu já nem lembro mais exatamente porque não gostei, já que a verdade é que em nenhum momento eu embarquei ou me comprometi com aquele filme: não acreditei na história, não senti empatia por nenhum personagem, não achei nada de interessante a não ser, sei lá, a trilha sonora que tinha Stones e “Baby Blue” do Badfinger.

A mesma coisa deve acontecer com Ilha do Medo, filme grandioso, cheio de referências cinematográficas espertinhas (Hitchcock sobretudo) e aparentemente muito importante que tem tudo pra ser adorado, mas que eu achei uma droga. Novamente, não embarquei na história, não tive empatia pelos personagens e  achei o final muito ruim, tão ruim que apaga qualquer mini coisa boa do começo.

Que fique claro, porém, que eu não tenho nada especificamente contra o Scorsese. Taxi Driver e Touro Indomável são dois dos melhores filmes que eu vi, mas devo dizer que recentemente ele tem me parecido bem pouco inspirador (documentário sobre o Dylan aside). Eu acho meio triste e talvez até sintomático da decadência do Scorsese o fato de as pessoas já o associarem mais ao Leonardo DiCaprio que ao Robert De Niro. Sim, foi-se o tempo que o De Niro dava show, mas Leonardo DiCaprio? Really? Eu não sei o que o Scorsese vê nesse cara. Eu nem sei se o acho exatamente ruim, mas ele é blá, não tem carisma, não tem graça, não agrega, não me interessa nem um pouco.  É isso: ele simplesmente não me interessa, e só de pensar que o Scorsese o escolheu para interpretar o Frank Sinatra numa biografia eu já fico incomodada.

Mas bem, um filme de cada vez. Em Ilha do Medo, Leo interpreta Teddy, um policial de Boston que acaba de pegar uma missão ao lado de seu novo companheiro, Chuck (o sempre ruim Mark Ruffalo). Os dois vão investigar o desaparecimento de Rachel Solando, paciente de um presídio para criminosos loucos na tal ilha do medo, que se chama Shutter Island. Tudo ali é suspeito: o médico principal (Ben Kingsley, gosto dele, queria vê-lo em filmes melhores), os pacientes, os enfermeiros, os policiais, os cômodos e o próprio desaparecimento da paciente, que parece ter passado pelas paredes, já que a porta do seu quarto estava trancada e ninguém a viu passar por parte alguma.

No meio daquela zona, vamos descobrindo que Teddy é um cara cheio de traumas. Sua mulher, Dolores, morreu em um incêndio e costuma vir conversar com ele em sonhos. As lembranças de quando libertou um campo de concentração nazista também o assombram e ele está sempre lembrando de corpos empilhados, crianças assassinadas e atos questionáveis que ele próprio cometeu durante a guerra. Assim, quando ele começa a suspeitar que os administradores da prisão fazem experiências desumanas com os pacientes, nós os espectadores temos de nos questionar: afinal, o que é verdade e o que é ilusão nessa história?

É bem possível que a sua apreciação de Ilha do Medo dependa principalmente do quanto você vai gostar do final, ou seja, da revelação do que de fato está acontecendo. Por isso, é difícil explicar porque não gostei do filme sem falar sobre o final, o que pretendo fazer mais abaixo (vou avisar, fiquem calmos). Mas, para quem não quiser saber o que acontece, vou tentar dizer o que achei, sem detalhes.

Na primeira parte, me incomoda a mão pesada do Scorsese, que mistura os sonhos e alucinações à história de forma confusa e cria cenas excessivas: música muito creepy e muito alta, muito flash de luz, muita tontura, muita cara de criança morta, muito tudo. E todo esse suposto master suspense vai dar em um final besta que põe todas as suas fichas em uma grande surpresa que na verdade não é tão grande assim. Em suma: o começo é exagerado e o final não justifica o exagero. E DIGO MAIS: toda a questão das memórias de guerra é completamente irrelevante, e o final da história deixa claro que aquelas cenas de corpos empilhados no campo de concentração só estão lá para dar aparente importância a uma história besta. “Ooooh, esse filme fala sobre o Holocausto”. “Ooooh, que importante”. Blergh.

Enfim, quem quiser mais detalhes pode continuar a ler.

PARE DE LER a partir daqui se você NÃO quer saber o final de Ilha do Medo.

*

*

*

*

*

Ilha do Medo me lembrou de duas das minhas obras favoritas, uma de literatura (O Alienista, do Machado de Assis) e outra cinematográfica (Cidade dos Sonhos, do David Lynch). No meio do filme eu fiz a associação com o livro, mas logo pensei: nãaaaao, não vai ser isso (e era). Quando finalmente me lembrei do Lynch, não tinha mais como não achar Ilha do Medo muito ruim.

Basicamente, o que acontece é que o próprio Leonardo DiCaprio é quem está louco. Ele é um paciente da Shutter Island que foi preso por ter matado a mulher, que era maníaco-depressiva e matou os três filhos do casal. Ele não pôde suportar a dupla culpa (matar a mulher e ter sido negligente com a doença dela, o que culminou na morte dos filhos), então inventou uma história: que a mulher tinha morrido num incêndio criminoso, que o autor do incêndio tinha sido levado à Shutter Island, que em Shutter Island se fazem experimentos nos pacientes etc e tal. Era tudo uma forma de enganar a si mesmo.

Como ele é um paciente muito violento, os administradores da prisão querem fazer uma lobotomia nele. Só que o Ben Kingsley é contra, então propõe que todo mundo  entre no jogo do Leo Di Caprio. Durante xis dias – o tempo que dura o filme – ele anda livre pela ilha vivendo o personagem que criou – o investigador – e os outros também tomam os personagens que lhe foram atribuídos: o psiquiatra vira o parceiro, a enfermeira vira a tal Rachel Solando que sumiu etc. A ideia do Ben Kingsley é que, vivendo essa história, o Leo Di Caprio vai perceber que os tais experimentos humanos não existem e vai finalmente encarar o motivo de ele estar lá.

Há dois problemas principais com esse final. O primeiro é o fato de que, ao contrário do que acontece em Cidade dos Sonhos, você espectador não vai ter que se esforçar minimamente para entender a história. No momento oportuno, o Ben Kingley vai aparecer e explicar tudo ao Leo DiCaprio – embora esteja claro que a explicação na verdade é para você. Então aquelas duas horas que você passou tentando juntar as peças e dar algum significado para os sonhos e alucinações do personagem são basicamente inúteis, já que o Ben Kingsley vai fazer esse trabalho. E eu nem posso dizer o quanto essa coisa de explicar o filme me irrita. Não precisa ser David Lynch, não precisa deixar a coisa totalmente bagunçada, mas colocar um cara pra explicar tudo é subestimar a minha inteligência. Parece que eu estou exagerando, mas sério, a coisa é tão didática que eu tava esperando aparecer um PowerPoint ao lado do Ben Kingley. É nesse nível.

E mesmo que eu relevasse isso, há um segundo problema: a primeira parte do filme não se sustenta, não faz sentido em relação ao final. Eu tenho certeza que se assistir Ilha do Medo outra vez – coisa que não vou fazer porque não sou masoquista – vou achar 45 mil furos de roteiro, porque a quebra entre o começo e o final é muito grande. Há, por exemplo, um personagem que aparece no delírio, mas não aparece na realidade. Onde foi parar? Os pacientes doidos que são interrogados por Teddy, todos têm capacidade mental para colaborar com a encenação? Ele chegou de balsa na ilha como? Levaram-no pro continente? Lhe deram roupas novas? Se é pra explicar tudo, gostaria de saber a resposta para essas e outras perguntas.

Por sinal, o fato de ser tudo uma encenação torna o começo da história tão insustentável que dois amigos acharam impossível esse ser o final e entenderam, a partir de uma frase dúbia que encera o filme, que na verdade ele não era louco. É porque, depois de assumir que matou a mulher e criou tudo para se enganar, o Leonardo DiCaprio volta a chamar o psiquiatra de parceiro e dizer que “eles precisam arrumar um jeito de sair dali”. O psiquiatra então balança a cabeça negativamente ao Ben Kingley, e enfermeiros começam a se dirigir ao Leonardo DiCaprio com seringas escondidas. E então ele diz algo como: “eu fico pensando se é melhor viver como um homem mal ou morrer como um homem bom”. E sai andando voluntariamente em direção aos enfermeiros.

Essa coisa de ele voltar a se comportar como o detetive pode dar a entender que ele não era louco – embora eu tenha entendido o contrário, que em um momento de consciência ele finge que voltou a ser o investigador para poder receber a lobotomia, única forma de esquecer o que ele fez, já que agora não consegue se enganar mais. Eu posso estar errada, mas o mais engraçado é que, na verdade, não importa: se ele não for louco é pior ainda, porque aí vão ter duas reviravoltas totalmente inconsistentes em 15 minutos de filme. Pra mim não existe uma verdadeira questão sobre como tudo termina. O que acontece é que a coisa toda é tão tosca que a gente fica querendo escolher o final que vai justificar o começo melhor (ou menos pior). Poucas coisas me parecem mais graves do que isso: o espectador ter que se esforçar para achar uma coerência para a qual diretor e roteirista não deram a mínima.

18 Respostas para “Ilha do Medo”


  1. 1 Anônimo 25/03/2010 às 19:27

    Os Infiltrados é uma bomba, com enormes furos no roteiro, que acho até que já discutimos aqui no edigomais. Acho chato me lembrar do filme, ainda mais que teve tanto sucesso. Pra mim, a causa é só brutalidade explícita + atores bonitinhos + marketing blockbosta. O Scorsese jogou a toalha faz muito tempo. Lembrar de Lynch ou Machado é demais pra esse filme. Mais justo seria lembrar de Identity, de James Mangold, com o John Cuzak no papel do detetive-louco.

  2. 2 Su 25/03/2010 às 21:30

    “Meldels”, 2o Post e só agora consegui um tempo para ler com calma. Acho que preciso tirar a palavra “dormir” do meu dicionário…. Pois é, concordo com o anônimo em relação ao Scorsese, há muito, ter jogado a toalha. O mais louco é que a galera que assiste este filme fala com a boca cheia: “Poxa, mas é o Scorsese!” e parece que só isso justifica a ida ao cinema.Sei lá, acho que é uma maneira estranha de escolher um filme ou de sair de casa para ir ao cinema….Em relação ao Di Caprio, também é estranho porque ele e o mundo – quer dizer, boa parte do mundo – acham que ele é um ator, que cresceu muito e blábláblá…É tudo muito estranho…rs..rs.. Gostei da menção que você faz ao tema dos sonhos, ou seja,a escolha do nazismo. No momento em que lia o Post, pensei exatamente no que você expõe adiante, ou seja, que a função desta referência é muito mais pelo “Ooooh, esse filme fala sobre o Holocausto”. “Ooooh, que importante”, do que contribui, de fato, para o enredo, aliás, para o “desenredo” que o roteiro é..

  3. 3 Anônimo 27/03/2010 às 16:52

    Esses finais em peripécias seguidas são outro grande lugar comum de filme de suspense. O malvado vira bom, o bom vira malvado, e depois que sobem os créditos, algum gaiato dá um olharzinho torto e começa tudo de novo. Quando é filme que tem humor, tudo bem, dá pra rir, pois ele está dizendo pra você que tudo aquele é um filme e que tem mais sustos reservados para você no futuro. Mas em dramalhão com clima noir superfake? Só está dizendo que se acha muito inteligente, muito fino, e você tem de admirá-lo por isso. No caso de Scorsese, que era rústico e conseguiu fazer um grande cinema rústico, essa fase estilizada está enchendo o saco.

  4. 4 Anônimo 04/04/2010 às 12:10

    Eu tenho um amigo que achou Ilha do Medo uma obra-prima e já foi 3 vezes rever a maravilha. Diante desse fato, o que se pode dizer? Que há gosto pra tudo? Que quem sabe o filme seja bom? Que quem sabe tenha algum aspecto realmente bom, tão bom que supere todos os outros pontos menos bons? Talvez dizer simplesmente que gosto não se discute? Não, o que eu tenho vontade de dizer é: como eu posso ser amigo de alguém assim? Eu simplesmente não me compreendo. Eu deveria me internar na tal Ilha.

  5. 5 Guilherme Bessa 04/04/2010 às 16:30

    Olá
    Tive a mesma impressão que você, quanto ao final. Para mim está bem claro que ele teve um momento de lucidez e preferiu a lobotomia a continuar encarando o passado. De qualquer forma, falta alguma coisa no filme – alguma veracidade, sei lá. Mas que lembra mesmo o Hitchcock, isso lembra. Talvez, se fosse há uns trinta anos, seria um super sucesso (tô viajando?)

  6. 6 Anônimo 04/04/2010 às 17:40

    Está viajando, sim, Guilherme, o filme é um megassucesso já, agora, just now, isto é, 30 anos depois. É isso que bodeia. Há 30 anos atrás o Hitchcock era único, não lembrava absolutamente ninguém, e era legal que fizesse sucesso.

  7. 7 =) 07/04/2010 às 19:20

    Será o filme tão superficial assim, e o Scorsese simplesmente subestimou a platéia querendo explicar tudo bonitinho no final?

    Ou será isso uma técnica válida usada por ele, em referência (ou até homenagem) à coisas mais importantes e influentes do que supracitados Machado de assis e david lynch? Euripides, ou mesmo shakespeare utiliza(ra)m muito essa técnica, atacada (a técnica) por outros autores de renome… É… Parece que hoje em dia esse Deus ex machina não é mais bem visto…

    E quanto ao leo? Ele é o mesmo ator que foi nomeado ao oscar e ao globo de ouro com apenas 19 anos? Claro, depois teve a decadência… Titanic, homem da mascara de ferro, gangues de nova iorque, etc… Mas dizer que ele nao sabe atuar é simplesmente ignorancia…

    E o Mark Ruffalo! Bom, esse realmente não tem como defender heheheh Pra mim pior que ele só o Nicholas Cage, ator que tenho profunda aversão…

    Quer ter que pensar depois de ver um filme? Que tal um filme que você tem que praticamente ler um livro depois pra entender a história? Fica a dica: Donnie Darko (queridinho de qualquer cult, pois foi direto pra dvd!). Só fique longe da sequencia…

  8. 8 claudio silva 27/04/2010 às 19:17

    Concordo plena mente com a Luisa, o filme esta sem coerência com o começo e algumas parte do filme.
    o filme não é ruim mas deixa a desejar!

  9. 9 gabriel 12/06/2010 às 01:20

    afs perdi meu tenpo con esa mierda naum intendi porra nem uma a final
    essa porra e doida ou não e? esa porra dese filme naum acaba? se eu quisese saber da vida dese detetive eu prokurava no google dispensando a ajuda do pysiquiatra ki falo falo e a duvida ficou finalmente ele e doido?

  10. 10 gabriel 12/06/2010 às 01:23

    intendi porra nem uma naum da para saber se ele e doido ou e mentira do pysiquiatra prefiro naum tenta entender fuck-you pra o diretor tomara ki ele tradusa esa porra de comentario filho da puta da proxima bota um final ele fugindo da ilha com a kela mulhe ia ter mais ação T_T fdputa

  11. 11 Jeniffer 13/08/2010 às 12:04

    Nossa, tenho certeza que ele não era louco não, depois de ver o filme duas vezes, pude perceber que no final ele meio que se “entrega” pois é impossível sair da ilha, se vc rever o filme novamente, vai ligar os fatos de que tudo que o dono da clínica fala para ele no final foi o que ele mesmo contou para o tal “assistente”, acredito que aquela “Rachel” que ele tenha encontrado nas pedras seja real, e tudo o que ela mesma disse, pois vcs se lembram da hora em que ele entra na ALA “C” e enconra um tal de “George”, esse George diz a ele que está lá por sua culpa, e na verdade, “se vc voltar o filme” o Leo DiCaprio fala ao seu “assistente” dentro de uma capela, uma história de um homem “George”, um universitário que foi a esta ilha do medo e conseguiu sair, ficou louco depois daquilo, rapidinho o assistente fala isso para o dono da clínica e resolve novamente internar esse George, já que poderia entregar toda a farsa. É meio confuso, mas entendi dessa forma.

  12. 12 Camila 16/08/2010 às 11:36

    ameiii o filme! é cheio de emoção, a revelação no final é surpreendente e o final do filme é facil de ser entendido se voce prestar bastante atençao no filme e entender toda a historia.. é um dos melhores filmes que eu ja assiti.. nao esqueço a frase: ‘o que seria pior: viver como um monstro ou morrer como um homem bom?’

  13. 13 Camila 16/08/2010 às 11:46

    voces acharam a parte em que ele chega de balsa na ilha mal planejada? vou explicar.. no final do filme o Ben Kingsley diz que a 9 meses atras ele tinha melhorado e depois regrediu certo? quando ele tinha melhorado, ele saiu da ilha e voltou a viver sua vida normal, mais ele regrediu e seu medico (o tal parceiro) foi buscar ele e eles voltaram juntos para a ilha, fingindo ir em busca de Rachel que tinha fugido do seu quarto. filme maravilhoso. amei.

  14. 14 helder Martins 02/10/2010 às 01:35

    Estas pseudo-intelectuais, que dizem mal de tudo e todos devem gostar de quê??
    Não sei, mas desconfio… lá para o fim direi!
    Quando um filme que pode ser considerado uma obra-prima, não agrada a esta gente, eu digo blá.

    Já agora a critica ao filme, feita por uma tal Luisa Pecora, diz tão mal do filme, no entanto ele parece que não o percebeu??!!! lolololol.

    Estranho não!!

    Dizer tão mal de algo que não se entende é no minimo motivo de internamento em Shutter Island!!

    Agora como prometido no inicio, vão dizer aquilo que penso que esta gente ( que acha o filme uma porcaria) gosta:

    Preparados: Pornografia/Sexo. lololololollool

  15. 15 anonimo 07/11/2010 às 14:13

    concordo plenamente c/ o helder é preciso entender o sentido lógico do filme p/ criticar…eu particularmente achei o filme mto emocionante e acho q como a jeniffer disse houve “entrega” sim ja q ele havia percebido q não poderia sair mais da ilha enfim…filme bem complexo e q faz vc raciocinar adorei

  16. 16 Daniele 07/11/2010 às 14:32

    Eu particularmente não gostei muito do filme fiquei meio confusa e não admiti q ele (o personagem de Léo DiCaprio) de fato era louco….mais ainda sim, acredito q como na vida a gente muita das vezes nos fazemos de bobo para sobrevivermos ele se fez de louco para permanecer vivo, visto que ele diz no final a frase: “eu fico pensando se é melhor viver como um homem mal ou morrer como um homem bom”. Poxa seria decepcionante para mim que acreditei nele o tempo todo ver q no final ele proprio era o louco rsrsr sacanagem rsrs então p/ mim ele não era louco. A frase final dele confirma isso!!! Pronto falei rsrsr

  17. 17 Alessandra 02/12/2010 às 23:49

    A grande ironia do Scorssese foi a seguinte: Tentaram convencer o Teddy de que ele era louco, e acabaram convencendo quase toda a platéia do cinema, menos o próprio Teddy.
    (Cristiano Nogueira )GENIAL ESSE COMENTÁRIO E CONCORDO C/ ELE!!!

    P/ bom entendedor uma frase basta:
    Prefiro morrer como homem ao viver como um monstro.

    ”Muita gente acha que o “Teddy (Leonardo Di Caprio)” era louco, mas na verdade não era, pelo simples fato do “Chuck (Mark Rufallo)” (o agente do Teddy)tê-lo chamado de “Teddy” no final do filme sendo que eles estavam induzindo-o a acreditar que ele fosse o “”Muita gente acha que o “Teddy (Leonardo Di Caprio)” era louco, mas na verdade não era, pelo simples fato do “Chuck (Mark Rufallo)” (o agente do Teddy)tê-lo chamado de “Teddy” no final do filme sendo que eles estavam induzindo-o a acreditar que ele fosse o “Andew”, mostra que realmente aquilo era uma armação, para tentar confudi-lô, Já que ele tinha descoberto o verdadeira história do que se passava naquela ilha. Presta atenção, nessa parte final do filme = TEDDY: – O que poderia ser pior? Viver como um mostro ou morrer como um homem bom?! | CHUCK: – Teddy?! (no caso o mostro seria o Chuck, e as pessoas que trabalhavam naquele lugar e o Homem bom, que iria morrer, era o “Teddy”. Na hora que o Teddy disse isso, o Chuck ficou com a conciência pesada)”, mostra que realmente aquilo era uma armação, para tentar confudi-lô, Já que ele tinha descoberto o verdadeira história do que se passava naquela ilha. Presta atenção, nessa parte final do filme = TEDDY: – O que poderia ser pior? Viver como um mostro ou morrer como um homem bom?! | CHUCK: – Teddy?! (no caso o mostro seria o Chuck, e as pessoas que trabalhavam naquele lugar e o Homem bom, que iria morrer, era o “Teddy”. Na hora que o Teddy disse isso, o Chuck ficou com a conciência pesada)

    Genial o filme!! ainda + pq a maioria acredita q. realmente,
    Teddy era louco!
    Aplausos p/ Scorsese!!!

  18. 18 Vanessinha_Th 01/12/2011 às 14:39

    Não entendo como podem haver pessoas que não gostaram do filme, devem estar acostumados ao estilo “jáseioquevaiacontecer” que hollywood nos empurra goela abaixo.
    Precisei ver o filme duas vezes pra perceber como fui tapada me deixando enganar – eu NÃO vi a ausência de copo na mão da doida do interrogamento.
    Como posso não admirar um diretor que me tirou do meu lugar comum e me fez pensar?
    O final onde ele escolhe a cirurgia é ainda mais incrível.
    Scorsese me trollou e eu adorei! Que venham outros.


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s




quem diz mais

* Luísa Pécora *
Um dia eu fui ver Cidade dos Sonhos, do David Lynch; não entendi nada, adorei tudo, e desde então a vida é feita de cinema; ator sutil é comigo mesma, se chorar ou fizer macaquice na cadeira ao receber o Oscar entra na minha lista negra, ter duas horas de duração deveria ser privilégio de poucos e bons; no mais, é isso.

*

colaboradores: André Spera, Marcelo Cobra, Fel Mendes

ficha técnica

edigomais.wordpress.com
criado em 09/07/07
no wordpress desde 16/08/09
digamais@gmail.com

dizendo mais no twitter

Cadastre-se para receber um email quando o blog for atualizado

Join 1 other follower

bilheteria

  • 22,224 vieram aqui

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.