Cartas para Julieta

Amanda Seyfried é, sem dúvida, a jovem atriz da vez. Neste momento ela está em cartaz no Brasil em três filmes: O Preço da Traição, Querido John e Cartas para Julieta, comédia romântica na qual ela mostra todo o charme que já havia apresentado em Mamma Mia! (e vamos ver se esse charme dura apesar de tanta superexposição).

O enredo do filme não é nada demais, mas suficiente para que eu até esperasse alguma coisa.  Seyfried é Sophie, uma jornalista americana que trabalha no setor de checagem da revista New Yorker, embora sonhe em em escrever seus próprios textos. Prestes a se casar, ela viaja com o futuro marido (Gael García Bernal, engraçadinho até) para Verona, a cidade de Romeu e Julieta. Ele só pensa em trabalho, então os passeios turísticos de Sophie são solitários. Em um desses passeios ela passa por um muro onde dezenas de mulheres deixam cartas endereçadas à Julieta. E descobre algo ainda mais interessante: um grupo de funcionárias da prefeitura recolhe as cartas e as responde em nome da personagem shakesperiana.

Tudo muito bonitinho num nível até que adequado até aqui, né? Vamos começar a melação, então. Sophie começa a ajudar as “secretárias de Julieta” e descobre uma carta que estava presa em uma pedra do tal muro das lamentações amorosas há 50 anos. Nessa carta, uma inglesa chamada Claire falava sobre como não teve coragem de se entregar ao amor que encontrou em Verona (um italiano de olhos inesquecíveis chamado Lorenzo) e voltou para Londres. Sophie responde a carta e eis que Claire aparece na cidade, 50 anos depois, disposta a encontrar Lorenzo outra vez. Sophie se voluntaria para ajudá-la e parte nessa viagem em busca do amor. Não por acaso, Claire aparece em Verona acompanhada de um neto jovem e bonitão – e enfim, vocês já sabem onde isso vai dar.

Como eu disse, é uma comédia romântica e a história nem é lá essas coisas. Mas até que tinha um elemento legal (Shakespeare), uma atriz charmosa (Amanda Seyfried) e uma atriz de peso (Vanessa Redgrave, que continua excelente e interpreta Claire). No começo eu estava até gostando, aproveitando aquela sensação boa de ir ao cinema e não pensar muito, candy for the brain etc e tal. Mas chega uma hora que não dá: muitas coincidências felizes, muitas cenas de novela e muitas frases que ninguém diz na vida real. E DIGO MAIS: se decidirem assistir ao filme, preparem-se para uma cena de com mocinha na sacada, mocinho olhando-a lá de baixo e muitos “eu te amo”. Afinal, Verona, Shakespeare, Julieta…ahn, ahn? Sacaram? Ok.

6 Respostas para “Cartas para Julieta”


  1. 1 Anônimo 17/06/2010 às 15:25

    Vamos aproveitar Verona e esquecer o resto.

  2. 2 Anônimo 17/06/2010 às 23:41

    Pelo retorno da seção: Não vi e não gostei!

  3. 3 Anônimo 17/06/2010 às 23:50

    Mas como não ter visto alguma vez uma comédia romântica americana numa paisagem italiana supostamente romântica? Já vi dezenas de vezes esse filme, só mudam os atores e o título. Proponho a criação da seção: Já vi, sem ter visto.

  4. 4 Su 18/06/2010 às 17:35

    hahahaha..É uma boa seção..A parte do post que mais gostei foi: “Mas chega uma hora que não dá: muitas coincidências felizes, muitas cenas de novela e muitas frases que ninguém diz na vida real”.Tudo dito! Cara, e olha que nem em Shakespeare as coisas são felizes assim…hahaha..Hollywood consegue detonar tudo mesmo, até Shakespeare…

  5. 5 Nara 08/07/2010 às 11:07

    eu não vi mas quero veeerr

  6. 6 Pessoa ai 08/05/2011 às 20:25

    Olha minha filha se vc naum gostou do filme o problema e seu! mas naum critique o filme pq quem evc para falar algo de um filme tao bonito ta o aninimo e essa tal de SU !


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* Luísa Pécora *
Um dia eu fui ver Cidade dos Sonhos, do David Lynch; não entendi nada, adorei tudo, e desde então a vida é feita de cinema; ator sutil é comigo mesma, se chorar ou fizer macaquice na cadeira ao receber o Oscar entra na minha lista negra, ter duas horas de duração deveria ser privilégio de poucos e bons; no mais, é isso.

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