Com alguns dias de atraso, resolvi compilar os dados sobre minha vida cinematográfica no ano passado, uma tradição que começou em 2004 e continua a todo vapor.
Esse ano a tarefa foi mais fácil, graças ao meu Moleskine no qual venho anotando tudo que assisto. Foram 51 filmes vistos em 2011, seis a menos que os de 2010 e meu segundo pior índice ever, atrás apenas do de 2008, ano do TCC, quando assisti só 41.
Foi um ano estranho, no qual não só fui menos ao cinema como também li menos e escrevi menos sobre filmes, sem saber bem o motivo (pouca coisa interessante em cartaz? vida muito agitada?). E foi também um ano marcado menos pelos lançamentos e mais pela experiência de ver clássicos na tela grande. Foram vários, notavelmente Um Corpo que Cai, Laranja Mecânica e Coração de Caçador.
Entre os destaques também estiveram alguns filmes vistos no DVD, como os clássicos O Sétimo Selo e O Último Pôr-do-Sol e os mais recentes Um Lugar Qualquer e Goodbye, Solo. Na TV, adorei assistir O Jogador e Um Lugar ao Sol.
Mas como o top 10 só engloba filmes novos vistos no cinema, listo abaixo meus escolhidos. O ranking dos piores só tem cinco porque, ao ir menos ao cinema, também me poupei mais. Segue:
TOP 10 MELHORES FILMES DE 2011
Blowfish – Chi Y. Lee
Bravura Indômita - Joel e Ethan Coen
As Canções – Eduardo Coutinho
Um Conto Chinês – Sebástian Borensztein
Inverno da Alma – Debra Granik
Meia-noite em Paris – Woody Allen
Melancolia – Lars Von Trier
Um Mundo Misterioso – Rodrigo Moreno
A Pele que Habito – Pedro Almodóvar
Vulcão – Rúnar Rúnaisson
TOP 5 PIORES FILMES DE 2011
O Discurso do Rei - Tom Hooper
Low Life – Nicolas Klotz
Medianeras – Gustavo Taretto
Ninguém Além de Você – Gérard Hustache-Mathieu
O Turista - Florian Henckel von Donnersmarck
E DIGO MAIS: feliz 2012!
Vibrei com o primeiro lugar de ruindades do ano para “O Discurso do Rei”. Esse tipito de filme inglês tentando tornar edificante a própria mitologia brega (ou pseudo-chique-de-época) é vomitiva. E o pior é que todo ano tem uma dúzia de bombas assim, que se toma enganadamente por biscoito fino. Vaias pro Rei, pro cinema de época e pro cinema inglês, morto pelo menos desde que Joseph Losey se aposentou.